Nossa Senhora de Nossas Mães
olhai por Dona Josefa
que toda vida me teve
sempre, com bons olhos
boa intenção e boa comida
Nossa Senhora de Nossas Mães
olhai por Eunice Aparecida
que é mãe e filha
só não sei ao momento
se é mais mãe ou mais filha
Nossa Senhora de Nossas Mães
olhai por todas as mães do mundo
pelas mães escondidas
nos gestos mais duros
Olhai, assim, pela mãe
de Tereza, Ninha e Dôra
embora minhas irmãs
nossa mãe em nós
não é a mesma
Olhai também, pelo Vosso Amor
pela mãe de Cessa Lenine: Geni Slompo,
de Giovani, dito João, Ulisses,
de Camila, Milena, Wilkiene
de Amanda, Alana, Felipe
de José, Ziadir, Francisco
de Aroldo, Marlene, Sabrina
de Beca, Ângela, Junice
de Angélica, Célio, Sirlei
de César, Carlos, Débora
de Cristina, Beni, Álvaro
de Edson, Gilvan, Mauro
de Élson, Márcio, Vânia
de Ender, Sílvia e Jobim
de Fátima, Lúcio, Roberto
de Marcelo, Oscar, Fernando
de Cirlene, Regina, Marta
de Gustavo, Eida, Hudson,
de Helena, Delma, Nádia
de Henrique, Paulo, Marcos
de Iris, Bruna, Malu
de Isabela, Janaína, Keilla,
de João, Dedé, Dóra
de Lira, Danilo, Lauro
de Renata, Marcela, Neisa,
de Maria, Ana, Antônio
de Miriã, Rosângela, Moisés,
de Nhô, Raimundo, Júlio
de Patrícia, Elber, Adélia
de Adriana, Tiele, Vitor,
de Danielle, Ed, Nilson e
de (__________________) espaço reservado para escrever o nome a quem se está lendo agora este poema
Dessa maneira
pelas mães de todos meus inimigos
próximos e amigos
Pelas mães esquecidas
pelas mães de filhos mortos
em águas de rios
guerras distantes
pelas mães de filhos
calcinados, leucêmicos
tuberculosos, aidéticos
Pelas mães de filhos loucos
que partiram em busca da graça
pelas mães de bons filhos
sentados sozinhos na praça
pelas mães de filhos sem pais
homens que partiram por força
da guerra, da fome
do êxodo rural
da falta de emprego
falta de força no coração
Pelas mães discriminadas
de filhos desgraçados
pelas mães de filhos abandonados
em orfanatos, calçadas…
pelas mães de filhos natimortos
Nossa Senhora de Nossas Mães
olhai por todas elas
e, em atenção especial,
a mulher de ventre vazio
que nunca pode/rá ser mãe.
A equipe técnica da Biblioteca Nacional já conseguiu recuperar mais da metade dos 2.042 exemplares de jornais e revistas atingidos pelo vazamento de água ocorrido no dia 2 deste mês no Armazém de Periódicos, localizado na sede da instituição, no centro do Rio. O vazamento foi causado por um defeito em um dos aparelhos do sistema de ar condicionado do prédio, que desde o incidente se encontra desligado.
De acordo com comunicado divulgado nesta quinta-feira, 17, pela Fundação Biblioteca Nacional (FBN), 1.489 exemplares (46,3% do total afetado) continuam em processo de secagem e higienização, devendo retornar ao acervo à medida em que forem liberados pelos técnicos responsáveis pelo trabalho. Os 1.733 jornais e revistas recuperados já foram reincorporados ao acervo e podem ser consultados normalmente pelos usuários da biblioteca.
A FBN informou ainda já ter recebido o laudo da vistoria feita no último dia 7 por uma equipe do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) sobre as condições das instalações de ventilação e refrigeração do prédio da Avenida Rio Branco. De acordo com o laudo, o local da ocorrência não apresenta sinais de vazamento nas tubulações aparentes e a existência de possíveis fissuras de rosca nos aparelhos que serviam às áreas atingidas somente poderá ser determinada por meio de testes de pressurização.
Segundo a FBN, os testes de pressurização serão feitos no momento em que o sistema de ar refrigerado for religado, em data ainda a ser definida. No prédio, permanecem funcionando apenas os aparelhos de ar condicionado da sala-cofre, dos laboratórios de preservação e digitalização, do auditório e das salas de exposição, áreas que têm sistema independente.
O Ministério da Cultura anunciou, nesta quarta-feira, 16, no Rio de Janeiro, que as quatro linhas de investimento do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) contarão este ano com um aporte de R$ 205 milhões. O valor é mais que o dobro do que foi disponibilizado em 2011, R$ 84 milhões. O fundo, criado em 2006 por lei federal, é destinado ao fomento de toda a cadeia produtiva do setor audiovisual no Brasil.
De acordo com a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, a iniciativa vai ajudar o setor a se preparar para atender às demandas da Lei 12.485, aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado, que unifica as regras para a TV por assinatura no Brasil. A lei, que ainda depende de regulamentação, estabelece cotas de conteúdo local, nacional e de produção independente na programação da TV paga.
“A gente tem que se programar para poder ter conteúdo para as TVs, principalmente. Se não investirmos nesse trabalho de produção e de distribuição, não vai ter adiantado conseguir aprovar a lei porque não teríamos conteúdo. Tivemos que correr e acho que, com isso, estamos atendendo à demanda da lei e vamos dar o salto que esperávamos na área do audiovisual”, avaliou Ana de Hollanda.
O diretor presidente da Agência Nacional de Cinema (Ancine), gerenciadora do fundo, Manoel Rangel, explicou como será a divisão do valor total entre as quatro linhas de investimento. Segundo ele, a Linha A, voltada a longas-metragens, terá duas modalidades. Em uma delas, serão investidos R$ 50 milhões na produção dos projetos; e na outra, R$ 40 milhões serão destinados à complementação dos longas que já tiverem captado pelo menos 40% dos recursos para sua realização.
Rangel enfatizou que a exigência de captação para participar da concorrência nessa fase cairá para 30% no caso de projetos de outros estados que não o Rio de Janeiro e São Paulo. “Esses dois polos são bem desenvolvidos [na área do audiovisual], embora evidentemente precisem de apoio da Ancine e do fundo para continuarem se desenvolvendo, mas há outras regiões com talento e capacidade técnica, mas com mais dificuldade de se viabilizar. Com base nessa lógica, haverá um indutor regional. Entendemos que, com isso, estamos equilibrando o cenário de produção nacional”, disse.
O presidente da Ancine informou, ainda, que serão disponibilizados R$ 55 milhões para investimento na produção de obras para a televisão aberta e fechada por meio da Linha B. São R$ 50 milhões para a aquisição de direitos de exploração de longa-metragem visando à sua distribuição na Linha C; e R$ 10 milhões para operações de investimento na comercialização de longa-metragem nas salas de cinema por meio da Linha D.
Todas as linhas, com exceção da modalidade da Linha A que prevê investimento na produção dos projetos, serão executadas em fluxo contínuo, ou seja, os projetos serão analisados à medida que forem apresentados ao Fundo do Audiovisual. O objetivo, de acordo com Rangel, é garantir um tratamento mais equilibrado a iniciativas que se encontrem em diferentes etapas de produção.
Com uma exposição do artista plástico goiano Siron Franco, visitada por mais de 100 mil pessoas em três capitais do país, a Caixa Econômica Federal inaugura, nesta terça-feira, 15, em Recife (PE), seu segundo centro cultural na Região Nordeste do país.
Gratuita, a exposição dos quadros e esculturas de Siron será aberta à visitação do público a partir das 10h desta quarta-feira, 16, e fica em cartaz até o próximo dia 1º de julho. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (81) 3425-1906.
A Caixa Cultural Recife se soma a cinco unidades já existentes em Brasília, Curitiba, Salvador, São Paulo e no Rio de Janeiro. E dois centros culturais devem ser inaugurados. No mês que vem em Fortaleza e em Porto Alegre, ainda sem previsão de data.
O novo equipamento ocupa um prédio histórico restaurado de 2.650 metros quadrados, localizado na Praça do Marco Zero, no bairro do Recife Antigo. Contará com quatro salas e galerias de exposição, um cine-teatro de 202 lugares, salas para oficinas, cafeteria e uma área de convivência na cobertura.
Dos muitos projetos importantes viabilizados pela Copa para Cuiabá e Várzea Grande, três são essenciais para o funcionamento do grande evento. O primeiro é a Arena Pantanal, principal palco da festa, cujas obras estão indo bem segundo as notícias oficiais. Outro é o aeroporto, porta de entrada por onde chegarão os visitantes que virão torcer por suas seleções e aproveitar para conhecer as belezas pantaneiras, amazônicas e do cerrado. A terceira é a mobilidade, em especial a Avenida da FEB, ligação viária entre o aeroporto e a Arena, sem a qual a Arena fica isolada. A avenida da FEB integra o pacote de obras do VLT, cuja licitação prevê para hoje, dia 15, a abertura dos pacotes das empresas concorrentes à elaboração dos projetos, execução das obras e implantação dos serviços. Tomara que o processo de licitação flua e permita que do pacote do VLT ao menos as obras dessa avenida tenham início breve. Aliás, a prefeitura de Várzea Grande parece não confiar no início dessas obras tão cedo, tanto que está trocando agora os postes e luminárias do canteiro central da avenida.
O caso do Aeroporto Marechal Rondon parece mais preocupante pois ao longo da história, para dizer o mínimo, a união não tem sido muito atenciosa para com o nosso aeroporto, antes e depois da Infraero existir. A única exceção foi com o saudoso cuiabano Orlando Boni que assumiu a presidência da Infraero em 2002 e determinou a substituição da reforma meia-boca que então estava programada para a estação, por um projeto decente para 1 milhão de passageiros/ano, o dobro do movimento em 2002. Elaborou inclusive um Plano Diretor para o aeroporto com previsão da construção de um novo terminal voltado para o Cristo-Rei. Após deixar a presidência da empresa a obra foi paralisada, posteriormente retomada e depois concluída pela metade. Descontado o “puxadinho”, esta é a situação de atendimento até hoje, para um movimento de 2,5 milhões de passageiros no ano de 2011.
Quem conhece o pitoresco episódio da década de 60 envolvendo a então primeira-dama do país e que culminou com a construção aqui em Várzea Grande da primeira estação de passageiros considerável como tal, sabe o quanto tem sido complicado os avanços em termos do nosso principal aeroporto. Depois da primeira-dama, foi preciso a sorte de um cuiabano assumir a Infraero, ainda que sua obra tenha ficado pela metade, e agora estamos contando com a sorte grande de Cuiabá ter sido escolhida como uma das sedes da Copa do Mundo 2014. Todos esperam que agora venhamos ter um aeroporto realmente à altura do seu movimento e de ser a principal porta de entrada de um dos estados mais belos e produtivos do Brasil, campeão nacional na agricultura e na pecuária.
O escritor Carlos Fuentes morreu nesta terça (15) aos 83 anos em um hospital na Cidade do México. A notícia foi confirmada pelo ministério da Cultura mexicano.
As fontes do hospital Ángeles Pedregal, onde estava internado, não quiseram detalhar as causas da morte. “Sim, está aqui. Faleceu”, limitou-se a anunciar a fonte do serviço de emergências. “Não há mais informações, pois isso depende do médico que está a cargo.
Nascido em 1928, Fuentes escreveu mais de 20 livros. Vencedor do Prêmio Cervantes em 1987 e do Príncipe de Astúrias em 1994, era considerado um dos escritores mexicanos de maior reconhecimento.
Era casado com a jornalista mexicana Silvia Lemús. Do casamento, nasceram seus filhos Carlos Rafael, que era hemofílico e morreu em 1999 aos 25 anos, e Natasha, que morreu alguns anos depois aos 32 anos por causas desconhecidas.
Autor de “A Morte de Artemio Cruz”, “A Região Mais Transparente, “Em 68″ e “A Cadeira da Águia”, também era conhecido por seu olhar crítico sobre a sociedade mexicana contemporânea e a política neoconservadora do ex-presidente americano George W. Bush.
Uma das escolas de cinema mais importantes do mundo chega agora ao Brasil. Para disseminar o conhecimento cinematográfico adquirido em 25 anos de experiência, ampliar o intercâmbio cultural entre cineastas de todo o continente e melhorar a integração do cinema brasileiro com o restante do mundo, a prestigiada Escuela Internacional de Cine y Televisión (EICTV), de Cuba, vai oferecer cursos intensivos e de curta duração em São Paulo e no Rio de Janeiro. Os cursos fazem parte do programa Extramuros, que recebeu esse nome justamente porque as aulas vão acontecer fora dos muros da escola, que tem sua sede na cidade de San Antonio de los Baños, em Cuba.
“Hoje o cinema é uma arte altamente globalizada. São muito poucas as indústrias que conseguem viver muito tempo no isolamento. E o Brasil não é um país isolado no mundo, mas a nossa indústria cinematográfica está pouco integrada [ao resto do mundo]. Vejo muito mais integração dentro da indústria argentina, por exemplo, que trabalha mais em co-produção [do que no Brasil]”, disse Marcelo Müller, coordenador dos cursos da EICTV Extramuros no Brasil. Müller é também coroteirista do filme Infância Clandestina, um longa metragem coproduzido por Brasil, Argentina e Espanha e que vai estrear no próximo dia 20 na Quinzena de Realizadores, em Cannes.
A EICTV foi criada no final de 1986 por uma comissão de cineastas latino-americanos com o objetivo de promover a cultura audiovisual na América Latina e em todo o mundo. A cada ano uma média de 40 jovens se formam em seu curso regular, em Cuba. Em seus 25 anos de história, 736 pessoas, de 55 países, já passaram pela escola. “O grupo de brasileiros na escola é o maior entre todas as nacionalidades. O Brasil sempre foi, e continua sendo, a maior comunidade dentro da escola. Mais de 12% de todos os formados são brasileiros”, disse Müller à Agência Brasil.
Segundo Müller, a estrutura da escola tem propiciado uma integração entre cineastas de todo o continente americano, o que tem resultado em filmes de coprodução (com realização de vários países) ou da reunião de profissionais de diferentes nacionalidades trabalhando em um único projeto. “Isso tem uma importância muito grande quando a gente pensa no isolamento do cinema brasileiro, que é um cinema que finalmente, após muito tempo, começa a pensar na coprodução e muito mais em participar do mercado internacional de cinema. Isso não é algo que se faz só pensando no produto, mas também em com quem a gente quer falar, que tipo de coisa a gente quer falar e qual é a visão que temos sobre isso. Neste sentido, a escola tem sido muito importante para trabalhar a integração regional dentro do audiovisual”, ressaltou Müller.
O programa Extramuros, explicou o coordenador, começou a ser discutido em Cuba há menos de um ano. “Nesse momento, a ponta de lança são cursos curtos e intensivos com duração de duas semanas”, disse. O programa já começou a ser implementado também em outros países, como Espanha e República Dominicana, e deve ser direcionado também para a Argentina e para o Paraguai. “Mas o Brasil é o mais adiantado de todos: somos os primeiros a estabelecer o projeto de verdade e com uma série de atividades. O projeto não se limita só a cursos de curta duração. Nos próximos meses, estaremos editando alguns livros no Brasil que foram publicados em Cuba, resultado do trabalho realizado lá na escola. O primeiro se chama Simples Assim e é uma seleção das melhores aulas magnas dadas no início da escola, em que participa, por exemplo, [o cineasta] Francis Ford Coppola”, disse.
Também há a intenção de se ampliar o programa, oferecendo cursos de produção internacional já no segundo semestre deste ano e negociando parcerias com instituições e governos para desenvolver programas de formação. “A partir dos próximos meses vamos começar a entrar em contato com essas instituições ou poderes públicos para, em parceria, poder desenvolver programas de formação que sejam muito mais completos e que possam ter uma repercussão maior na qualificação profissional e na maneira como tratamos o audiovisual no Brasil”, disse.
A atriz Alzira Alves não teve reconhecidos direitos autorais referentes à veiculação do filme “Limite” em fitas de videocassete. Para a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o ator de filme possui apenas direitos conexos aos autorais, não podendo pleitear retribuição patrimonial pela exploração posterior da obra.
O caso é regido pela lei vigente à época, antes da atual lei de direitos autorais. O diretor – e autor – Mário Peixoto cedeu direitos à Embrafilme, que por sua vez cedeu à Globovídeo/Sistema Globo de Gravações Audiovisuais Ltda. (Sigla) os direitos de distribuição da obra.
Coautor e conexo
Conforme o ministro Luis Felipe Salomão, a atriz que atuou em obra cinematográfica não tem o direito de impedir sua fixação em outros meios físicos quando autorizada pelo titular do direito autoral.
Ela invocava dispositivo da Convenção de Roma, internalizada pelo Brasil em 1965, que permitiria aos atores impedir o uso econômico de interpretação não autorizada. O relator, porém, esclareceu que, apesar de o ator de filme ter direitos conexos, “vizinhos” ou “aparentados” ao de autor, o artigo da convenção invocado exclui, de modo expresso, sua incidência frente ao próprio detentor dos direitos autorais.
O ministro citou doutrina de Otávio Afonso, que explica: “Falar em direitos conexos é falar de certos direitos ligados ao direito de autor, mas que não são direitos de autor.” Para ele, os detentores de direitos conexos contribuem com o autor na transmissão ao mundo de suas mensagens. Conforme outro doutrinador citado, José Ascensão, a convenção vedou qualquer restrição ao direito autoral decorrente da atribuição de direitos aos intérpretes ou executantes.
A opção dramática que os deputados fizeram, ao contemplar ainda mais os interesses de proprietários rurais, representa, em longo prazo, um tiro no pé. Qualquer cartilha de ecologia mostra que a proteção dos recursos naturais é fator primordial para a sobrevivência das atividades econômicas. A História está repleta de exemplos de países que encontraram a decadência com a crescente depauperação havida ao longo do tempo de seus ecossistemas. E no Brasil mesmo temos um exemplo expressivo: a seca no Nordeste é bem uma consequência da destruição de seus recursos naturais, desde o Descobrimento, ou, se quisermos ficar mais perto, Mato Grosso e seus recursos hídricos estão gravemente ameaçados. Só os cegos e tontos não enxergam. E estes, infelizmente, têm o poder nas mãos.
Não é com este Código Florestal capenga que o país conseguirá legar para as futuras gerações um patrimônio que representa a garantia de uma vida saudável e digna. A bancada mato-grossense (oito deputados) votou unânime pelo texto elaborado na Câmara. Assim, num Estado em que os ecossistemas estão cada vez mais ameaçados e que se encontra no topo dos desmatadores e degradadores, a sua representação política votou pelo atraso, votou contra o futuro. Mas, infelizmente, não ficam sozinhos nesse entendimento caolho. Na última reunião do Conselho Estadual do Meio Ambiente (26/04) propusemos uma moção a ser endereçada à presidente da República para que ela exerça o poder de veto, se não total, pelo menos sobre a parte não incluída no acordo feito no Senado. Lamentavelmente, o CONSEMA, que poderia ter tido uma iniciativa pioneira e exemplar em âmbito nacional nesse movimento que cresce a favor do veto, decidiu em contrário, foi contra o envio da moção pedindo o veto presidencial, e assim se mostrou a favor da nova lei florestal.
A obra traz um olhar sobre as narrativas em torno da baía de Tchá Mariana. Como “Griô” Belém conta a história de amor e racismo envolvendo seus bisavós
Da Redação
“A baía de Tchá Mariana. Mitopoéticas africana e pantaneira nos círculos de aprendizagens ambientais” é o título da obra de Ivan Belém. O lançamnto acontece hoje (11), às 19h30, no Circo Leite de Pedras, localizado à Rua Antônio Batista Belém, no bairro Lixeira.
Editado pela “Carline & Caniato”, com recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, a obra é resultado parcial de sua dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Mato Grosso, no ano de 2008.
Orientado pela professora Doutora Michèle Sato, o autor colocou-se no papel de um “Griô”, artista tradicional africano que conta e canta as histórias de seu povo, revelando às pessoas quem elas são, quem são seus ancestrais, qual é a sua genealogia, para destacar a contribuição africana à diversidade cultural dos pantaneiros.
Ivan mergulha em um olhar sobre as narrativas em torno da baía de Tchá Mariana, e conta a história de amor e racismo envolvendo seus bisavós, Miquelina Maria da Luz e Augusto Leverger Corrêa da Costa, que se confunde com a da protagonista do mito.
Inspirado nas formas circulares do formato das baías, das representações da natureza e das expressões culturais de origem negra, o autor incorpora ao seu estudo aspectos como gestos, ritos e comportamentos característicos dos descendentes de africanos, a fim de valorizar seus antigos conhecimentos acumulados historicamente e que lhes permitiram agir sobre o território de maneira sustentável.
SOBRE O AUTOR
Ivan Belém nasceu no Pantanal mato-grossense, mas sempre viveu em Cuiabá. Escreveu para jornais, tendo sido cronista e articulista nos principais veículos impressos de Mato Grosso. Na adolescência, conheceu o teatro, outra grande paixão da sua vida. Foi um dos fundadores do Gambiarra, o primeiro grupo de teatro de rua de Mato Grosso. Ao lado de Liu Arruda, tornou-se um dos atores mais populares do Estado.
Atua também em outras linguagens, como circo, vídeo, rádio, televisão e cinema. Sua trajetória acadêmica se dá toda na Universidade Federal de Mato Grosso, onde cursou a faculdade de História, o mestrado em Educação e, atualmente, o doutorado em Educação. É ainda militante do movimento negro, professor e funcionário da Secretaria da Cultura de Cuiabá. (Com assessoria)
Na semana passada foi publicada no jornal Diário de Cuiabá uma ampla matéria sobre Campo Grande que, comparada com Cuiabá, dá um show de eficiência urbanística, beleza e de gestão. Muita gente cuiabana se doeu. É pra doer mesmo!!! Mas serviu pra nós criarmos brio e seguir o mesmo ritmo de sucesso de antiga rival de Cuiabá até a divisão do estado de Mato Grosso, a partir de 1979.
Antes de aprofundar, gostaria de colocar umas reflexões. Em 1976, acabando de chegar a Mato Grosso, estive em Campo Grande. Era uma cidade modesta e de pouco charme, ao contrário de Cuiabá que também era modesta, mas tinha o charme de ser a capital do poder político e financeiro, além de tradição. Tinha aquele ar de corte, uma certa nobreza, etc. Mas a riqueza econômica estava em Campo Grande, por conta da pecuária rica do pantanal. Fundada em 1899, Campo Grande sempre teve ares para São Paulo, e Cuiabá para o Rio de Janeiro.
Quando Mato Grosso do Sul separou-se de Mato Grosso, em 1º./1/1979, como capital, Campo Grande teve prefeitos politizados pela saga da luta centenária pela divisão. Cuiabá seguiu sua vidinha normal e a importância da prefeitura foi desde 1979, a de servir de trampolim político para candidatos a governador. Com isso, o tratamento dado a Cuiabá pelos seguidos prefeitos desde aquela data, foi o de clientelismo político com fins eleitorais, sem nenhuma exceção. Nenhum olhar para o futuro. Olharam pra ontem!
Todo mundo está cansado de saber que a linguagem político-eleitoral dura no máximo 4 anos, que é o tempo entre uma eleição e outra. A governador, apenas Dante de Oliveira chegou, em 1995, mas antes e depois dele todos os prefeitos tentaram e fizeram administrações fisiológicas, de olho na próxima eleição. Essa foi a diferença que matou Cuiabá, ao contrário de Campo Grande que realmente cresceu, compreendeu o seu papel de capital de estado. Cuiabá nunca percebeu que é a capital de um estado rico e promissor. Para dar uma ideia: o volume de veículos de luxo concentrados em Cuiabá rivaliza com cidades muito maiores de estados mais ricos.
Mas essa riqueza que hoje está crescendo em pelo menos 8 grandes polos de produção no interior de Mato Grosso, quando se desloca para Cuiabá, na forma de investimentos imobiliários e de negócios, encontra uma cidade embaralhada e conflitada em todos os setores. Pior: sem projeto nenhum!!! A Copa do Mundo pode ser uma possibilidade, ao contrário de Campo Grande que se preparou para eventos futuros depois de ter sido preterida por Cuiabá nessa disputa de cidade-sede. Deu o troco em eficiência e qualidade de vida. Cuiabá continuou atolada em problemas.
Aí, encerro este artigo com uma reflexão. Temos uma cidade inviabilizada neste momento. Temos uma eleição de prefeito neste ano. Aqui cabe uma pergunta inevitável: nesse atoleiro em que está a cidade, não era o caso dos candidatos estarem conversando com a sociedade que tipo de cidade ela quer? Ou será que vamos repetir as velhas aventuras: candidatos lançam na cara da sociedade um discurso de salvador da pátria, escrito por um técnico de aluguel e nós engulimos outra manga podre?
Nessa esdrúxula anistia aos desmatadores há uma ironia cruel. Os deputados dizendo estar defendendo o proprietário rural, na realidade estão punindo aquele que cumpre a legislação atual, já que este não terá nenhum benefício e estará em pé de igualdade legal com quem desmatou. Sem se falar que sua terra será desvalorizada, já que para futuros compradores será muito mais negócio comprar uma terra sem vegetação do que uma preservada. O Código aprovado igualmente não indica penalidade para quem não reflorestar suas terras.
Outro ponto extremamente preocupante e que representa um retrocesso de décadas é o referente às áreas de preservação nas margens dos cursos d’água. Na legislação anterior elas eram de 30m, agora caem para 15m, e serão contadas da borda da calha do leito regular, e não do rio em período de cheia. As encostas com inclinação entre 25º e 45º não são consideradas áreas de preservação, livrando a pecuária e a produção leiteira. A responsabilidade pelas regras de reflorestamento nas margens de rios com mais de dez metros de largura é transferida para os Estados. E, todos sabemos, aí é que mora o perigo. (Afinal, quem manda na maioria dos governantes estaduais?). E veja ainda leitor, que burrice: qualquer aluno de primeiro grau sabe que o desmatamento das margens favorece a erosão e o consequente ciclo da água, com inegável prejuízo ao proprietário.
Por que a gente torce?
Torce porque é Botafogo
Botafogo Futebol e Regatas
Porque a gente é Garrincha
Camisa sete, ponta-direita
Driblando sempre pro mesmo lado
Torce porque é teimoso
A gente é meio Zagalo
Ponta-esquerda recuado
- A gente sempre recua
Quando está na esquerda
E vai pro centro
Justo no meio do jogo
Por que a gente é incrédula
Terminar o campeonato
É a nossa vitória
E a Estrela Solitária brilha
Mesmo sob placar adverso.
Nos dias que correm, até as crianças sabem da importância dos ecossistemas para a qualidade de vida e para a existência mesma. A proteção das florestas e dos recursos naturais é capitulo fundamental do conhecimento social e das políticas públicas voltadas para a melhoria da condição da população. A regulação do ciclo das chuvas e dos recursos hídricos, o equilíbrio do clima, a polinização das plantas, enfim, a biodiversidade e a riqueza vital que ela representa, é sustentada pela existência dos biomas florestais. Daí que o Código Florestal tem tudo a ver com a qualidade de vida de todos os brasileiros. Isto já era legalmente entendido lá atrás, em 1934, com a primeira lei geral das florestas e depois consolidada em 1965 com o Código. Portanto a ideia, esposada legalmente há décadas, de que o Código Florestal interessa a toda sociedade já de há muito havia se tornado evidente. Paralelamente, subsiste o entendimento de que a política de proteção aos recursos florestais tem implicação direta na vida econômica, com interesse imediato para aqueles que vivem da atividade agrícola. Isto sem se falar que, ao vetar a ocupação de áreas de riscos sujeitas a inundações e a deslizamentos de terra, diminuindo as catástrofes provocadas pela erosão em encostas e enchentes de rios, o Código Florestal tem igualmente um alcance significativo para os núcleos urbanos. Supunha-se, por truísmo, que tal entendimento fosse realmente pacífico, inequívoco, incontestável. Ledo engano. No entanto, não é isso o que pensa a Câmara dos Deputados.
Por significativa maioria, (274 a 184), os deputados deformaram o projeto do Código Florestal que havia sido costurado consensualmente no Senado. Já não era o ideal, mas com ele havia se chegado a um consenso que representava um avanço em relação ao texto que saíra ano passado da Câmara. No entanto, rompendo com a tradição parlamentar, faltando com a palavra empenhada no acordo com os senadores, os deputados entregaram ao país um arremedo de Código, uma lei que representa o retrocesso, que nasce velho, distanciado dos anseios mais avançados do país que nas próximas semanas irá abrigar uma cúpula mundial de chefes de Estados para, precisamente, discutir a questão ambiental. Com esse Código do retrocesso com que cara o Brasil irá se apresentar?
O Ministério da Educação (MEC) estuda a criação de parâmetros mais objetivos para a correção das redações dos candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Segundo o ministro Aloizio Mercadante, a ideia é ter um “rigor” maior na hora de avaliar a nota da redação.
“Nós estamos trabalhando fortemente para ter uma matriz de correção que dê bastante segurança em relação à objetividade, porque texto sempre tem alguma subjetividade. Vamos aumentar o rigor da correção para dar objetividade, critérios bem definidos e bastante segurança ao aluno”, disse o ministro em evento no Rio de Janeiro.
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