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Theatro Municipal do Rio estreia nova temporada de O Lago dos Cisnes

Cristina Indio do Brasil

Rio de Janeiro – A partir desta sexta-feira (24), o público terá a oportunidade de assistir a mais uma série de apresentações do balé O Lago dos Cisnes. Depois de sete anos da última temporada, o famoso balé se apresenta no Theatro Municipal, em uma versão criada em 2006 por Yelena Pankova.

Os primeiros bailarinos do San Francisco Ballet, a cubana Lorena Feijoo e o brasileiro Vitor Luiz, são convidados especiais. Os destaques do balé do Theatro Municipal – Márcia Jaqueline, Cláudia Mota, Filipe Moreira e Denis Vieira – completam o corpo de bailarinos.

Na avaliação do diretor artístico do balé do Theatro Municipal, Hélio Bejani, O Lago dos Cisnes é uma das mais importantes obras do repertório do balé clássico mundial. “Ele traz para a cena uma integração de música e coreografia com tamanha genialidade que, mesmo sem o conhecimento da história, é possível perceber as variações ambientais e sentir toda a emoção e dramaticidade sugeridas dentro das características de cada ato. Esta versão de Yelena Pankova foi criada especialmente para a nossa companhia e terá a participação do bailarino Vitor Luiz , que já foi um de nossos artistas principais e retorna”, analisou.

Para a presidenta da Fundação Theatro Municipal, Carla Camurati, a obra é referencial e fundamental no repertório não só do balé do Municipal, como das grandes companhias clássicas do mundo. “É uma das histórias mais importantes pela sua simbologia, ao mesclar magia com os contraditórios sentimentos humanos, brilhantemente traduzidos em movimentos pelos coreógrafos Marius Petipa e Lev Ivanov ”, disse.

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Literatura e cinema contemporâneos são destaque na programação do Ano de Portugal no Brasil

Paulo Virgilio

Rio de Janeiro – Como parte da programação do Ano de Portugal no Brasil, o Instituto Moreira Salles (IMS) e a Casa Fernando Pessoa, de Lisboa, promovem neste sábado (25), às 18h, um encontro sobre as tendências e os caminhos da literatura portuguesa contemporânea. Participarão do debate Vozes da Literatura Portuguesa os escritores Gastão Cruz, José Luiz Peixoto, Lidia Jorge, Patricia Reis e Rui Zink, todos com livros publicados no Brasil. A mediação será de Inês Pedrosa, diretora da Casa Fernando Pessoa.

De acordo com Inês Pedrosa, não foi fácil a seleção de escritores para o debate, que também ocorre hoje (21), em São Paulo, e na quinta-feira (23), em Porto Alegre. “A literatura portuguesa contemporânea mantém a vitalidade que a tornou, desde pelo menos Luís de Camões e Antônio Vieira, uma das literaturas de referência do mundo”, disse a diretora da instituição dedicada à memória e à obra do poeta Fernando Pessoa.

Para Inês Pedrosa, além dos escritores da nova geração, há autores portugueses ainda pouco publicados no Brasil. “Monumentos literários como Agustina Bessa-Luís, Vergilio Ferreira, Ruy Belo ou Natália Correia são ainda praticamente desconhecidos do público brasileiro”, ressaltou.

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Fé e Razão

Dou início a este artigo falando, sucintamente, do exagero da fé. Veja que com base na fé se dizia, até o início do século 17, que a terra não se movia ao redor do sol, mas era este que se movia ao redor da terra; até que veio Galileu Galilei (1564-1642) e provou que Nicolau Copérnico estava certo quando disse que a terra girava ao redor do sol (teoria heliocêntrica), e por causa dessa verdade científica acabou sendo condenado pelo Tribunal do Santo Ofício (a Inquisição) a abjurar publicamente as suas ideias e à prisão por tempo indefinido.

Em nome da fé, vemos, no Paquistão, a existência de crianças-bombas que são iludidas pelo talibã com uma série de “prazeres celestiais” como recompensa pelo “sacrifício”, onde é dito para elas que “no céu elas viverão em meio a festas, e na companhia do Santo Profeta”.

É com base nessa mesma fé cega que a Al-Qaeda, do falecido Osama Bin Laden, cometeu o ataque suicida de 11 de setembro de 2001 contra as Torres Gêmeas, na cidade de Nova York; e alimenta o seu exército de homens-bombas e de terroristas suicidas, os quais continuam ainda, mesmo após o seu falecimento, a ser uma ameaça à paz.

Em nome de Deus muitos são enganados e ludibriados por falsos profetas que usam o nome santo de Deus para se enriquecerem.

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Empresa chinesa investirá R$ 1 bilhão em MT até 2014

A diretoria da empresa Matrinchã Transmissora de Energia anunciou, nesta quarta-feira (22), ao govenador Silval Barbosa investimento de mais de R$ 1 bilhão na construção de uma linha de transmissão (linhão) em Mato Grosso. O linhão será construído entre os municípios de Paranaíta e Ribeirãozinho, respectivamente nas regiões Norte e Sul do estado.

“Mato Grosso é um estado de oportunidades. Não só na energia, como na logística, minério, além do agronegócio. Conte com o governo como parceiro”, disse Silval ao diretor técnico da Matrichã, Francisco Höpker, e ao CEO da empresa chinesa State Grid, Zhang Xin.

A Matrinchã Transmissora de Energia, sociedade entre as empresas State Grid Corporação, a maior empresa de energia e transmissão da China, e Copel, do Paraná, vai construir o linhão Paranaíta-Ribeirãozinho de 500 kV, com 1.007 km de extensão, e quatro subestações nos municípios de Paranaíta, Cláudia, Paranatinga e Ribeirãozinho. O linhão deve ser concluído em 2014 e em janeiro de 2015, deverá começar escoar a energia produzida pela Teles Pires.

O secretário de Estado de Assuntos Estratégico em Brasília, Eder Moraes, destacou a importância desses investimentos para a economia de Mato Grosso. A empresa, além dos investimentos diretos, também vai investir na qualificação de mão de obra e absorver essa mão de obra nas subestações. “A parceria firmada entre o Governo de Mato Grosso e as empresas State Grid, da China, e a Copel, é o resultado das novas funções da secretaria de Brasília, atribuídas pelo govenador Silval Barbosa, em atuação com as demais secretarias envolvidas. São investimentos importantes para o Estado”, conclui Eder Moraes.

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Mato Grosso se prepara para 5ª Conferência Nacional em Brasília

Realizado nos dias 29 e 30 de agosto, em Cuiabá, Centro de Eventos Pantanal, 5ª Conferência Estadual das Cidades tem como foco central a “reforma urbana já”, e também irá promover a coleta das contribuições para a “construção da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano”.

A secretaria de Estado de Cidades (Secid) vem estimulado todos os municípios a realizarem, dentro da Etapa Municipal, cada um sua conferência. Mais de trinta cidades já realizaram as conferências e até o final de junho deve-se alcançar o maior número de cidades, conforme avalia a coordenadora estadual Rita Chiletto, da Secid.

As conferências municipais, além da participação de técnicos da Secid, que tem a função de facilitar as discussões e debates, propondo temas e abordagens, conta a participação dos poderes executivo e legislativo locais, dos movimentos sociais por moradias, das associações de moradores, dos conselhos de classes, estudantes, ongs. É um momento importante quando se debate a cidade que se vive e a cidade a qual queremos.

Rita Chiletto destaca que – de forma geral – vivemos em cidades que tem duas faces. A primeira é uma cidade urbanizada, com praças, equipamentos e infraestrutura; ao mesmo tempo se tem outra, “resultado dos esforços de sobrevivência”. Segundo ela, “essas duas cidades precisam dialogar, procurando uma convivência, acabando com essa dicotomia”.

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Luverdense, Câmara e América do Sul

Viva o Luverdense que na semana passada em Salvador eliminou da Copa do Brasil o poderoso Bahia, time da série “A” do Campeonato Brasileiro, jogando com o regulamento de forma amadurecida em uma exibição de gala reconhecida pelos narradores da TV soteropolitana digna da beleza da nova Arena Fonte Nova. Um feito memorável para um time de um estado que é criticado por acolher uma das sedes da Copa do Mundo sem ter um time entre os da elite do futebol brasileiro. O Mixto também já havia vencido no Dutrinha o Vitória, também classe “A” e campeão baiano. E olha que o Luverdense foi o terceiro colocado no campeonato de Mato Grosso, mostrando que o mato-grossense gosta mesmo do futebol e está a altura da fantástica Arena Pantanal. Aliás, quando os cotovelos doloridos criticam os 42 mil lugares da nova Arena, sempre esquecem que o antigo Verdão tinha 55 mil lugares, e lotava.

Mas neste artigo quero tratar da proposta do presidente da Câmara Municipal de Cuiabá de construção de uma nova sede para o legislativo cuiabano que, embora sem esta intenção, caminha no mesmo rumo da antiga ideia de um centro de cultura sul-americana a ser criado no exato centro geodésico da América do Sul, como uma alternativa de ocupação digna daquele espaço e de aproveitamento de um dos mais ricos potenciais geradores de emprego e renda para Cuiabá. Recorda diversos artigos em que tratei do tema, desde o publicado em 1986 no saudoso “O Estado de Mato Grosso”, capeando caderno especial sobre o assunto.

A ideia era, e ainda é, criar naquele espaço um centro referencial para a cultura sul-americana. Um lugar onde se desenvolvessem estudos, exposições, congressos, festivais e outras atividades sobre as manifestações populares autênticas do continente como, por exemplo, cursos das diversas línguas pré-colombianas (quíchua, aimará, guarani e outras), a gastronomia, danças, oficinas de ensino e fabricação de instrumentos musicais como a belíssima harpa paraguaia, o charango, as flautas andinas, a nossa viola de cocho, etc. Talvez até um local para encontros comerciais e cúpulas políticas continentais. No mínimo poderia ser feita uma festa anual simples comemorando, em um grande abraço sul-americano, a cultura popular do continente com barracas de cada país, musica, dança, comidas típicas, lembrando Simon Bolívar, pioneiro da integração continental.

Estivesse o centro geodésico em qualquer outra cidade, há muito seria atração turística importante, gerando renda e cultura em favor de sua gente, ainda mais nesta época em que a integração do continente é tão propalada e a qual o governo federal parece dedicar especial carinho. Cuiabá tem a exclusividade de ter o marco geodésico continental instalado pelo Marechal Rondon, reconhecido mundialmente como um dos maiores personagens da humanidade, e um espaço físico praticamente pronto para ser ocupado.

Mas é preciso pensar grande, isto é, pensar à altura do significado mágico daquele pedaço de terra do antigo Campo D’Ourique. Nesse sentido, seria preciso buscar o apoio do Itamaraty na criação de uma fundação de caráter internacional, com apoio das embaixadas dos países do continente. Junto às belezas do Pantanal, da Chapada, das termas de São Vicente, da Amazônia, da fantástica agropecuária e a visibilidade da Copa, a criação de um centro cultural sul-americano no centro da América do Sul transformará Cuiabá em um pacote múltiplo de atrações extremamente vantajoso ao investimento do turista nacional e internacional. Empregos, renda e desenvolvimento, principalmente cultural, é o que Cuiabá e Mato Grosso ganharão com o aproveitamento dessa extraordinária riqueza. Um dia acontecerá. E pode ser agora.