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Luiz 'Cabeção' Soares, mesmo com todas as suas contradições, demonstra que é um homem coerente com elas, não concorda com a postura do prefeito Wilson Santos e pede demissão do cargo de secretário de Saúde

(por Margareth Botelho) Perto de completar dois anos no comando da Secretaria de Saúde de Cuiabá, Luiz Soares, 51, deixa hoje a pasta após enfrentar uma greve geral dos médicos do Pronto-Socorro Municipal, parte das policlínicas e do Programa de Saúde da Família (PSF), que se arrastou por 75 dias. A exoneração será encaminhada ao prefeito Wilson Santos (PSDB) que teria marcado uma reunião às 8 horas com Soares. O ex-secretário, conforme já se denomina, disse que não vai comparecer ao encontro. “Mando minha exoneração por um portador”, revelou com exclusividade para A Gazeta.

A decisão de Luiz Soares reflete a “indignação” do secretário -que assumiu o cargo em 14 de janeiro de 2008 – diante da postura do prefeito de assinar acordo com os médicos, onde concede à categoria reajuste e Plano de Cargos Carreira e Salários (PCCS). “Não posso admitir tratamento diferenciado na minha equipe. Como ficam os enfermeiros, odontólogos, técnicos e todos os outros funcionários da Saúde, com benefício dado a apenas uma categoria?”, indaga Soares. “O prefeito deve responder isso aos funcionários da Secretaria e sugiro que seja logo, porque o clima é de muita revolta contra Santos”.

Fonte: GazetaDigital

><>Diz o ditado que: “Quem avisa amigo é”, o secretário Luiz ‘Cabeção’ Soares, está sendo muiiiiiito amigo e aconselhando o prefeito a se entender com os demais servidores da Saúde.

Se não acontecer nada (nada em termos de negociação) os demais servidores vão se articular e entrar em greve. Agora eles já sabem, a greve tem que ir até as últimas consequências,  inclusive com óbitos, para “sensibilizar” o prefeito.

Cabeção, com esse pedido inesperado de demissão, demonstra que é um homem coerente com suas contradições. Ele não queria conceder o aumento, mas já que concedeu que seja para todos. O prefeito, claro, se fez de morto…

A preocupação de Luiz Cabeção, claro, é com as eleições 2010.

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