A Frase dita de Lula e o preconceito linguístico de Noblat
A gente não é como aqueles que fala (sic) eu mato a cobra e mostro o pau. Ora, quem mata a cobra e mostra o pau não mostrou a cobra morta. Aqui, a gente mata a cobra e mostra a bichinha morta.
Lula, sobre a proposta brasileira para redução do efeito estufa
Fonte: Blog do Noblat
A palavra “sic” é usada para evidenciar que o uso incorreto ou incomum de pontuação, ortografia ou forma de escrita presente em uma citação, provém de seu autor original. Serve assim para deixar claro ao leitor que não houve um erro de ortografia:
- Detectaram-se problemas em parte da sua rede de sinalização, necessária ao completamento [sic] de chamadas de voz
Além desse uso como advertência, a palavra também pode ser empregada para denotar ironia, como neste exemplo:
- O ministro Antônio Rogério Magri afirmou ontem que Plano Collor é imexível [sic].
Em regra a palavra aparece no texto da forma exemplificada: entre colchetes e itálico. Isto visa deixar claro que o “sic” não faz parte da citação em si mas foi acrescentado pelo autor da transcrição.
Fonte: Wikipédia
><>(comentários meus: João Bosquo) Para quem tem alguma dúvida sobre a questão do preconceito linguístico recomendo a leitura do livro de Marcos Bagno…
O preconceito linguístico é o único que está liberado, diferente do preconceito racial, que é politicamente incorreto dizer “preto” para o negro, mas pode-se dizer branco para o ariano; mas não se pode dizer que uma pessoa é ariana pois pode parecer coisa de nazista.
O Noblat, assim como todos que acreditam que sabem, ou que tem o domínio da língua, principalmente quando escrevem, se acham no direito de tirar uma casquinha quando o presidente, em discurso, escorrega na concordância verbo-nominal. Uma babaquice, sem precedente. Aí transcreve a fala e coloca o SIC, uma coisa que a turma d’O Pasquim inventou mas com o sentido de tirar sarro, quando a pessoa falava besteira e não diferente da “norma padrão”.
A “obrigação” do jornalista e transcrever a fala do entrevistado e consertar os eventuais desvios e traduzir fielmente aquilo que foi dito, enquanto a mensagem e não escrever “torto” para desviar a atenção do leitor do assunto tratado no texto.
Quando isso acontece, a discussão fica em torno do “analfabetismo” de Lula e esquece-se do debate. O que é muito pobre. No entanto isso vem acontecendo com certa frequência, e mais recentemente até provocado pelo próprio Lula quando corrigiu o ministro Tarso Genro.
É preconceito, sem dúvida, mas alimentado também com um pouquinho de inveja. Uma inveja misto de admiração, que não se manifesta por inteira, no entanto que fica nas entrelinhas. Inveja de um torneiro mecânico, “que não sabe falar corretamente” é o presidente enquanto EU, formado pela PUC, USP, UNB etc., autor de livros que vende milhares de exemplares, está escrevendo um blog. Acessado por milhões, mas um blog, enquanto Lula, ah!, é o Lula.












Lula é invejado po ter tanto poder e graças ao seu talento sem ter frequentado a vida acadêmica, não ser graduado e é invejato por usar seu talento e conseguir o que a maioria almeja e pensa em conseguir via graduação o texto exprime bem a admiração não assumida pelos criticos invejosos e pela oposição politica o precoinceito midiatico contra um cidadão talentoso inteligente e capaz.