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Pagot se diz chateado com Mauro Mendes por ter saído do PR mas agora trabalha para eleger Silval Barbosa

(por Mariane de Oliveira/GazetaDigital) Luiz Antônio Pagot era diretor da Hermasa e saiu de lá para coordenar a campanha da primeira eleição de Blairo Maggi e tornou-se o homem de confiança do governador, mesmo com ida para o Dnit. Desde então, Pagot se tornou um dos principais articuladores do arco de alianças do governador, foi secretário de Infraestrutura por 30 meses, passou pela Casa Civil, pela Secretaria de Educação, e desde outubro de 2007 ocupa o cargo de diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte, o Dnit.
Casado, 56 anos, pai de Vanessa e avô de Ana Beatriz, Luiz Pagot é formado em Economia, com pós graduação em administração financeira e estratégia nacional. Nesta entrevista, ele diz que se sente angustiado por não trazer para Mato Grosso o volume de obras que gostaria. Pagot comenta ainda o cenário para 2010, a desfiliação de Mauro Mendes do PR e a candidatura do senador Jaime Campos (DEM) ao governo do Estado. Confira trechos da entrevista.
A Gazeta – Setores da mídia informaram que o senhor foi um dos articuladores da ida de Mauro Mendes para o PSB e que foi a primeira pessoa consultada pelo empresário sobre a desfiliação dele do PR. O que tem de verdade nessa história?
Luiz Antônio Pagot – O que eu queria detalhar sobre isso é o seguinte. Eu sempre fui extremamente entusiasmado com o empresário Mauro Mendes. Em dezembro de 2003, numa reunião de final do ano do empresariado mato-grossense, eu já dizia que Mauro Mendes tinha que vir para a política e que ele era um quadro muito importante em termos partidários para ser candidato a prefeito de Cuiabá. Posteriormente, quando Mauro Mendes se filiou ao partido eu fui uma das pessoas que mais lutaram para que ele fosse candidato a prefeito. E ele teve uma excepcional performance. Agora, eu sou extremamente leal ao governador e ao meu partido e sigo as orientações do governador. No momento que Mauro Mendes sai do meu partido estou desobrigado com relação a ele. Mauro Mendes optou por uma rota independente, vai articular seu caminho para o futuro nessa rota independente, mas eu continuo com meu partido, com os candidatos do meu partido e do arco de alianças. Isso são especulações. Nós nos encontramos nas reuniões da Federação nos debates sobre economia, então, não é porque ele mudou do meu partido que foi deixar de ser amigo ou deixar de frequentar as reuniões nas quais ele está presente. E talvez seja por isso que disseram que eu estava articulando isso ou aquilo. Eu estou articulando a candidatura do Silval Barbosa, do Blairo Maggi, dos deputados estaduais e federais dentro do nosso arco de alianças.
Gazeta – O senhor se sentiu traído por ele?
Pagot – Olha, eu vou dizer sinceramente que não gostei. Agora, as pessoas tem sua autocrítica, seu discernimento, buscam o que acham que é melhor para a vida delas. E não cabe a mim comentar. Eu gostaria imensamente que ele fosse candidato no meu partido. Como ele não é… Agora me resta trabalhar, quer dizer, tenho outro caminho e o caminho é a candidatura de Silval Barbosa.
Gazeta – O senhor é filiado ao PR. Tem pretensão de disputar algum cargo eletivo?
Pagot – Não. Eu disse ao governador, em dezembro de 2007, entrei no Dnit dia 3 de outubro. E eu disse ao governador. Governador, não é possível eu fazer política no Estado e cuidar do Dnit. O Dnit é muito grande, é responsável no Brasil por grandes obras hidroviárias, portos fluviais, obras ferroviárias, todo acervo da rede ferroviária e também obras rodoviárias. Nós temos hoje mais de 1,3 mil obras em execução, quinhentas só do PAC. Então eu não tenho como cuidar de um gigante como o Dnit e fazer política no estado.
Gazeta – Como diretor do Dnit, o senhor acha que conseguiu dar a resposta devida para os mato-grossenses, quero dizer, atingiu as metas que os mato-grossenses esperavam do senhor?
Pagot – Eu não sei as metas dos mato-grossenses, mas as minhas metas eu não atingi. Porque eu sou muito mais exigente que os mato-grossenses. Eu estabeleci um plano de trabalho. Este ano eu precisava fechar com R$ 2,4 bilhões na praça e eu não consegui fechar por demora no processo licitatório, demora com relação à Procuradoria, com relação a projetos, com relação a processo de contratação. Então isso me deixa até angustiado. Algumas obras que precisávamos já estar executando ainda não estamos, em outras conseguimos a superação, por exemplo, a BR 158 está indo muito bem. A BR 364, que tinha previsão para fechar ano que vem de Mundo Novo até Sapezal, já vai fechar este ano, só vai ficar faltando a ponte do Papagaio. A BR 163, que eu queria fechar este ano até a fronteira do Pará, não vamos fechar este ano, só em julho do ano que vem. Então, tem muita coisa que nós avançamos muito e tem outras que nós ainda estamos em processo, como a própria duplicação da BR 364 de Rondonópolis até o Posto Gil, que ainda não tem as licenças para a gente fazer a execução da obra. Então, eu considero isso até frustrante, porque meu ritmo é alucinante, viajo o Brasil todo, quero que as coisas aconteçam. Em muitos estados as obras estão acontecendo, mas aqui em Mato Grosso, talvez por problemas na própria superintendência, a superintendência não conseguiu dar a velocidade que nós precisamos. Nós temos conduzido um processo de descentralização, transferindo a responsabilidade, meios e recursos para que as superintendências atuem, mas infelizmente aqui em Mato Grosso nós temos que avançar muito para dar celeridade. Tem que ter mais dedicação, mais trabalho, porque pela primeira vez na história temos um projeto consistente com R$ 2,4 bilhões disponíveis para investimento no Estado.
Gazeta – O senhor responde a um processo na Justiça Federal em Brasília, no qual o Ministério Público pede a devolução de cerca de meio milhão de reais em salários que o senhor recebeu durante quatro anos. No processo o MPF acusa o senhor de ter sido funcionário fantasma do Senado nesse período porque o senhor também trabalhava como diretor da Hermasa, que fica no Amazonas. O senhor está confiante de que essa situação vai se esclarecer?
Pagot – Eu acredito que já se esclareceu. Primeiro eu assessorei o senador Jonas Pinheiro, que fez em 2005 uma consulta junto à Mesa Diretora do Senado, para saber se o assessor obrigatoriamente tinha que ficar em Brasília. Se ele poderia atender aos senadores nos seus estados, nas suas viagens. A Mesa Diretora respondeu de maneira sucinta. Que os assessores parlamentares poderiam ser utilizados pelos senadores onde melhor lhe aprouver. Isto está escrito. Foi uma decisão da Mesa Diretora. E todo funcionário do Senado é obrigado a apresentar sua declaração do Imposto de Renda. E quando você tem mais de um emprego você tem que colocar onde você atua, como atua. E eu não era um funcionário fixo da Hermasa, eu era o diretor superintendente. Eu talvez ficasse menos em Manaus e mais em Mato Grosso, Brasília, Rio de Janeiro, porque eu estava sempre andando pelo Brasil para atender os interesses da empresa e também para atender os interesses do senador Jonas Pinheiro. O senador Jonas Pinheiro foi relator de vários processos importantes no Brasil, o próprio genérico, que todo mundo diz que foi o ministro Serra na verdade quem relatou o processo do genérico, quem fez o enfrentamento pesado no Congresso Nacional foi o senador Jonas Pinheiro, com o nosso apoio. Então, a cada passo que o senador deu com seus relatórios, também em relação à dívida agrícola, nós trabalhamos decisivamente dentro do gabinete dele, no Congresso Nacional, no BNDES, em várias instâncias, para que o senador tivesse sucesso em suas tarefas. Então, eu posso dizer, primeiro, que eu cumpri minha tarefa. Segundo, eu nunca soneguei qualquer informação ao Congresso Nacional. E mais, para eu poder ser sabatinado no Senado, tive que passar pelo crivo da Corregedoria. Eles se debruçaram sobre meu caso e me deram uma documentação dizendo que não soneguei informação, que cumpri determinação da Mesa Diretora e que em nenhum momento eu deixei de cumprir com as minhas obrigações. Então eu tenho a consciência tranqüila. Obviamente, isso tem muito mais um cunho partidário. É um determinado partido que vem me perseguindo a bastante tempo porque perdeu sucessivas eleições em Mato Grosso, então agora estão tentando um revanchismo querendo macular a minha imagem, querendo me acusar de ser funcionário fantasma. Aliás, sobre fantasmas, eles sabem muito bem como é que funciona essa questão. Porque eles têm uma experiência extraordinária em ser fantasma. Tem gente nesse partido que é fantasma em Manaus, que é fantasma em São Paulo e que é fantasma até em organizações aqui em Mato Grosso. Portanto, eu estou absolutamente tranquilo em relação a isso.
Gazeta – O senhor vai coordenar no Centro Oeste a campanha da ministra Dilma (PT) à presidência da República?
Pagot – Aí é uma decisão do comitê de campanha. Nós, do Partido da República, com certeza vamos estar apoiando a candidatura da ministra Dilma no arco de alianças. O governador Blairo Maggi já se colocou à disposição do presidente Lula e da ministra, e disse que também que eu estarei à disposição. A tarefa que me couber, eu vou cumprir.
Gazeta – Em relação a Mato Grosso, o senhor acredita que o PP do deputado José Riva vai permanecer no grupo do governador Blairo Maggi na eleição de 2010?
Pagot – O PP já está no arco de aliança. O deputado José Riva, o deputado federal Pedro Henry, o deputado Chico Daltro, que hoje exerce o trabalho de secretário de Ciência e Tecnologia, quer dizer, as principais lideranças do PP já fazem parte do grupo político do governador Blairo Maggi. Então, me estranharia muito se eles não estiverem conosco em 2010. Não só a questão política partidária mas esses laços de amizade entre as pessoas, que criam uma afinidade… Então acho que estaremos marchando juntos em 2010. Essa é uma questão de definições, espaço político, discussões. Mas se já estamos juntos há sete anos, não será no último ano que vamos nos desentender.
Gazeta – Em entrevista ao jornal A Gazeta nesta semana, o secretário da Casa Civil, Eumar Novacki, disse que a população pode não entender o comportamento do DEM, que permaneceu no arco de alianças durante sete anos e, no ano eleitoral, tende a confirmar candidatura própria e passar para a oposição. Como o senhor avalia a candidatura do senador democrata Jaime Campos?
Pagot – Eu acredito que todos os partidos tem que lançar suas candidaturas exatamente no sentido de fortalecimento do partido. Porque o partido que não tiver ambição, que não tiver a esperança dos seus correligionários, não gerar motivação, está fadado a desaparecer. Eu acredito que o senador Jaime Campos está fazendo muito bem esse papel. Agora, sair do arco de alianças para uma composição contrária ao arco de alianças, de oposição, é uma questão… faz muitos e muitos anos que marchamos juntos. Primeiro com o PFL, depois com o Democratas. Temos laços de amizade, já ganhamos eleição juntos, já perdemos eleição juntos, então acho que nós deveríamos estar juntos para 2010. Essas questões de, há o governo não me atende aqui, o governo não me atende lá… Os democratas participam do governo, tem secretarias de governo, tem adjuntos no governo, tem um presidente de autarquia no governo, tem mais de cem cargos importantes no governo que eles preenchem. E eu acho justo que eles preencham porque ajudaram nas eleições. Então, eu vejo que talvez o que está faltando é ampliação do diálogo.
Fonte: GazetaDigital
http://www.gazetadigital.com.br/><

><>A entrevista da semana da Gazeta, não importa quem, sempre traz algumas coisas  interessantes, imagina agora com Pagot, um dos homens fortes da turma da botina.

Pagot fala de seu antigo entusiasmo pelo nome do empresário Mauro Mendes e agora de sua adesão à campanha de Silval Barbosa, entre outros assuntos. Leia e sinta o grau de sinceridade.

(por Mariane de Oliveira/GazetaDigital) Luiz Antônio Pagot era diretor da Hermasa e saiu de lá para coordenar a campanha da primeira eleição de Blairo Maggi e tornou-se o homem de confiança do governador. Desde então, Pagot se tornou um dos principais articuladores do arco de alianças do governador, foi secretário de Infraestrutura por 30 meses, passou pela Casa Civil, pela Secretaria de Educação, e desde outubro de 2007 ocupa o cargo de diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte, o Dnit.

Casado, 56 anos, pai de Vanessa e avô de Ana Beatriz, Luiz Pagot é formado em Economia, com pós graduação em administração financeira e estratégia nacional. Nesta entrevista, ele diz que se sente angustiado por não trazer para Mato Grosso o volume de obras que gostaria. Pagot comenta ainda o cenário para 2010, a desfiliação de Mauro Mendes do PR e a candidatura do senador Jaime Campos (DEM) ao governo do Estado. Confira trechos da entrevista.

A Gazeta – Setores da mídia informaram que o senhor foi um dos articuladores da ida de Mauro Mendes para o PSB e que foi a primeira pessoa consultada pelo empresário sobre a desfiliação dele do PR. O que tem de verdade nessa história?

Luiz Antônio Pagot – O que eu queria detalhar sobre isso é o seguinte. Eu sempre fui extremamente entusiasmado com o empresário Mauro Mendes. Em dezembro de 2003, numa reunião de final do ano do empresariado mato-grossense, eu já dizia que Mauro Mendes tinha que vir para a política e que ele era um quadro muito importante em termos partidários para ser candidato a prefeito de Cuiabá. Posteriormente, quando Mauro Mendes se filiou ao partido eu fui uma das pessoas que mais lutaram para que ele fosse candidato a prefeito. E ele teve uma excepcional performance. Agora, eu sou extremamente leal ao governador e ao meu partido e sigo as orientações do governador. No momento que Mauro Mendes sai do meu partido estou desobrigado com relação a ele. Mauro Mendes optou por uma rota independente, vai articular seu caminho para o futuro nessa rota independente, mas eu continuo com meu partido, com os candidatos do meu partido e do arco de alianças. Isso são especulações. Nós nos encontramos nas reuniões da Federação nos debates sobre economia, então, não é porque ele mudou do meu partido que foi deixar de ser amigo ou deixar de frequentar as reuniões nas quais ele está presente. E talvez seja por isso que disseram que eu estava articulando isso ou aquilo. Eu estou articulando a candidatura do Silval Barbosa, do Blairo Maggi, dos deputados estaduais e federais dentro do nosso arco de alianças.

Gazeta – O senhor se sentiu traído por ele?

Pagot – Olha, eu vou dizer sinceramente que não gostei. Agora, as pessoas tem sua autocrítica, seu discernimento, buscam o que acham que é melhor para a vida delas. E não cabe a mim comentar. Eu gostaria imensamente que ele fosse candidato no meu partido. Como ele não é… Agora me resta trabalhar, quer dizer, tenho outro caminho e o caminho é a candidatura de Silval Barbosa.

Gazeta – O senhor é filiado ao PR. Tem pretensão de disputar algum cargo eletivo?

Pagot – Não. Eu disse ao governador, em dezembro de 2007, entrei no Dnit dia 3 de outubro. E eu disse ao governador. Governador, não é possível eu fazer política no Estado e cuidar do Dnit. O Dnit é muito grande, é responsável no Brasil por grandes obras hidroviárias, portos fluviais, obras ferroviárias, todo acervo da rede ferroviária e também obras rodoviárias. Nós temos hoje mais de 1,3 mil obras em execução, quinhentas só do PAC. Então eu não tenho como cuidar de um gigante como o Dnit e fazer política no estado.

Gazeta – Como diretor do Dnit, o senhor acha que conseguiu dar a resposta devida para os mato-grossenses, quero dizer, atingiu as metas que os mato-grossenses esperavam do senhor?

Pagot – Eu não sei as metas dos mato-grossenses, mas as minhas metas eu não atingi. Porque eu sou muito mais exigente que os mato-grossenses. Eu estabeleci um plano de trabalho. Este ano eu precisava fechar com R$ 2,4 bilhões na praça e eu não consegui fechar por demora no processo licitatório, demora com relação à Procuradoria, com relação a projetos, com relação a processo de contratação. Então isso me deixa até angustiado. Algumas obras que precisávamos já estar executando ainda não estamos, em outras conseguimos a superação, por exemplo, a BR 158 está indo muito bem. A BR 364, que tinha previsão para fechar ano que vem de Mundo Novo até Sapezal, já vai fechar este ano, só vai ficar faltando a ponte do Papagaio. A BR 163, que eu queria fechar este ano até a fronteira do Pará, não vamos fechar este ano, só em julho do ano que vem. Então, tem muita coisa que nós avançamos muito e tem outras que nós ainda estamos em processo, como a própria duplicação da BR 364 de Rondonópolis até o Posto Gil, que ainda não tem as licenças para a gente fazer a execução da obra. Então, eu considero isso até frustrante, porque meu ritmo é alucinante, viajo o Brasil todo, quero que as coisas aconteçam. Em muitos estados as obras estão acontecendo, mas aqui em Mato Grosso, talvez por problemas na própria superintendência, a superintendência não conseguiu dar a velocidade que nós precisamos. Nós temos conduzido um processo de descentralização, transferindo a responsabilidade, meios e recursos para que as superintendências atuem, mas infelizmente aqui em Mato Grosso nós temos que avançar muito para dar celeridade. Tem que ter mais dedicação, mais trabalho, porque pela primeira vez na história temos um projeto consistente com R$ 2,4 bilhões disponíveis para investimento no Estado.

Gazeta – O senhor responde a um processo na Justiça Federal em Brasília, no qual o Ministério Público pede a devolução de cerca de meio milhão de reais em salários que o senhor recebeu durante quatro anos. No processo o MPF acusa o senhor de ter sido funcionário fantasma do Senado nesse período porque o senhor também trabalhava como diretor da Hermasa, que fica no Amazonas. O senhor está confiante de que essa situação vai se esclarecer?

Pagot – Eu acredito que já se esclareceu. Primeiro eu assessorei o senador Jonas Pinheiro, que fez em 2005 uma consulta junto à Mesa Diretora do Senado, para saber se o assessor obrigatoriamente tinha que ficar em Brasília. Se ele poderia atender aos senadores nos seus estados, nas suas viagens. A Mesa Diretora respondeu de maneira sucinta. Que os assessores parlamentares poderiam ser utilizados pelos senadores onde melhor lhe aprouver. Isto está escrito. Foi uma decisão da Mesa Diretora. E todo funcionário do Senado é obrigado a apresentar sua declaração do Imposto de Renda. E quando você tem mais de um emprego você tem que colocar onde você atua, como atua. E eu não era um funcionário fixo da Hermasa, eu era o diretor superintendente. Eu talvez ficasse menos em Manaus e mais em Mato Grosso, Brasília, Rio de Janeiro, porque eu estava sempre andando pelo Brasil para atender os interesses da empresa e também para atender os interesses do senador Jonas Pinheiro. O senador Jonas Pinheiro foi relator de vários processos importantes no Brasil, o próprio genérico, que todo mundo diz que foi o ministro Serra na verdade quem relatou o processo do genérico, quem fez o enfrentamento pesado no Congresso Nacional foi o senador Jonas Pinheiro, com o nosso apoio. Então, a cada passo que o senador deu com seus relatórios, também em relação à dívida agrícola, nós trabalhamos decisivamente dentro do gabinete dele, no Congresso Nacional, no BNDES, em várias instâncias, para que o senador tivesse sucesso em suas tarefas. Então, eu posso dizer, primeiro, que eu cumpri minha tarefa. Segundo, eu nunca soneguei qualquer informação ao Congresso Nacional. E mais, para eu poder ser sabatinado no Senado, tive que passar pelo crivo da Corregedoria. Eles se debruçaram sobre meu caso e me deram uma documentação dizendo que não soneguei informação, que cumpri determinação da Mesa Diretora e que em nenhum momento eu deixei de cumprir com as minhas obrigações. Então eu tenho a consciência tranqüila. Obviamente, isso tem muito mais um cunho partidário. É um determinado partido que vem me perseguindo a bastante tempo porque perdeu sucessivas eleições em Mato Grosso, então agora estão tentando um revanchismo querendo macular a minha imagem, querendo me acusar de ser funcionário fantasma. Aliás, sobre fantasmas, eles sabem muito bem como é que funciona essa questão. Porque eles têm uma experiência extraordinária em ser fantasma. Tem gente nesse partido que é fantasma em Manaus, que é fantasma em São Paulo e que é fantasma até em organizações aqui em Mato Grosso. Portanto, eu estou absolutamente tranquilo em relação a isso.

Gazeta – O senhor vai coordenar no Centro Oeste a campanha da ministra Dilma (PT) à presidência da República?

Pagot – Aí é uma decisão do comitê de campanha. Nós, do Partido da República, com certeza vamos estar apoiando a candidatura da ministra Dilma no arco de alianças. O governador Blairo Maggi já se colocou à disposição do presidente Lula e da ministra, e disse que também que eu estarei à disposição. A tarefa que me couber, eu vou cumprir.

Gazeta – Em relação a Mato Grosso, o senhor acredita que o PP do deputado José Riva vai permanecer no grupo do governador Blairo Maggi na eleição de 2010?

Pagot – O PP já está no arco de aliança. O deputado José Riva, o deputado federal Pedro Henry, o deputado Chico Daltro, que hoje exerce o trabalho de secretário de Ciência e Tecnologia, quer dizer, as principais lideranças do PP já fazem parte do grupo político do governador Blairo Maggi. Então, me estranharia muito se eles não estiverem conosco em 2010. Não só a questão política partidária mas esses laços de amizade entre as pessoas, que criam uma afinidade… Então acho que estaremos marchando juntos em 2010. Essa é uma questão de definições, espaço político, discussões. Mas se já estamos juntos há sete anos, não será no último ano que vamos nos desentender.

Gazeta – Em entrevista ao jornal A Gazeta nesta semana, o secretário da Casa Civil, Eumar Novacki, disse que a população pode não entender o comportamento do DEM, que permaneceu no arco de alianças durante sete anos e, no ano eleitoral, tende a confirmar candidatura própria e passar para a oposição. Como o senhor avalia a candidatura do senador democrata Jaime Campos?

Pagot – Eu acredito que todos os partidos tem que lançar suas candidaturas exatamente no sentido de fortalecimento do partido. Porque o partido que não tiver ambição, que não tiver a esperança dos seus correligionários, não gerar motivação, está fadado a desaparecer. Eu acredito que o senador Jaime Campos está fazendo muito bem esse papel. Agora, sair do arco de alianças para uma composição contrária ao arco de alianças, de oposição, é uma questão… faz muitos e muitos anos que marchamos juntos. Primeiro com o PFL, depois com o Democratas. Temos laços de amizade, já ganhamos eleição juntos, já perdemos eleição juntos, então acho que nós deveríamos estar juntos para 2010. Essas questões de, há o governo não me atende aqui, o governo não me atende lá… Os democratas participam do governo, tem secretarias de governo, tem adjuntos no governo, tem um presidente de autarquia no governo, tem mais de cem cargos importantes no governo que eles preenchem. E eu acho justo que eles preencham porque ajudaram nas eleições. Então, eu vejo que talvez o que está faltando é ampliação do diálogo.

Fonte: GazetaDigital

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