TV exibe comercial de cerveja que incita a violência e depois recusa em reconhecer que ela também é cúmplice
(por Tostão) A recente propaganda de uma cerveja na TV mostra, explora e exalta o espírito guerreiro dos torcedores da seleção. Os limites entre a natural agressividade humana e a violência, dentro e fora de campo, são tênues e frágeis.
Muitos torcedores acham sempre que o time perdeu porque os jogadores não foram guerreiros, gladiadores. Xingam e agridem. É o caos.
Fonte: Folha S. Paulo
><>Comentários meus, João Bosquo: A lúcida análise de Tostão, publicada ontem na FSP, profeticamente aconteceu onde menos se esperava no Couto Peirera, um estádio que já nem tem as grandes de proteção. Os jogadores do Coritiba foram honrados, lutaram até ao limite de suas forças. Empatou, não conseguiu vencer o valente Fluminense. Nada justifica a invasão do gramado.
O futebol é o esporte coletivo mais caprichoso que existe. Às vezes um time domina o outro, chuta inúmeras vezes e a bola não entra. Nervosismo, falta de capricho e empenho são justificativas.
Torço pelo futebol, pelas suas infinitas oportunidades e pelo Botafogo. No jogo anterior, contra o Atlético (PR), quando Lúcio Flávio bateu o côrner, no início do jogo, e a bola bate na trave lateral e no travessão e não entrou, sabia ali, que não era o dia do Botafogo. E não se pode fazer nada. Mudar, de canal, apenas.
Essas cenas assisti inúmeras vezes, das arquibancadas doDutrinha, com o Mixto de Rômulo e Ruíter dominando o jogo e o Operário, em lances fortuitos ganhar a partida e o campeonato.
O futebol, por conta desses impoderáveis, é único (veja bem, o único) esporte coletivo no qual o mais fraco vence o mais forte, o dominado suplanta o dominador e por isso mesmo ele é tão atraente.
Os torcedores tem que ter essa compreensão, para aceitar os resultados adversos e continuar torcendo. A partida de futebol, embora mexa com a emoção, é um espetáculo, um momento de lazer, entretenimento.
Para encerrar: o articulista da FSP toca num ponto importante. A TV exibe esses comerciais sem questionar o patrocinador e depois lamentam as cenas de violência nos estádios, sendo que ela (mídia) é cúmplice, mas recusa-se a reconhecer.












Incita… quanto mais a pessoa bebe + violenta (quem tem tendência) ela fica.
Interessante, tive a mesma (má) impressão desse comercial… tremendo mal gosto e mau gosto, e ainda no final diz “beba com moderação”, é o fim. Aliás, faz tempo que essa marca não acerta uma.
Interessante, tive a mesma (má) impressão desse comercial… tremendo mal gosto e mau gosto, e ainda no final diz “beba como moderação”, é o fim. Aliás, faz tempo que essa marca não acerta uma.