Secretário de Administração, Geraldo De Vitto, e reitor da Unemat, Taisir karim, respondem questionamento de deputados sobre o megaconcurso cancelado
(por Thalita Araújo) A sessão ordinária desta terça-feira (8) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso foi dedicada ao concurso público do Estado, que teve as provas canceladas no último dia 22 por diversos problemas logísticos. O secretário de Administração, Geraldo De Vitto, e o reitor da Unemat (Universidade do Estado de Mato Grosso) Taisir Karim estiveram presentes na Casa para prestar esclarecimentos sobre o certame e receberam rígidos questionamentos por parte do presidente da Al, José Riva (PP), além de outros deputados.
Riva comentou ter sido sempre defensor da Unemat para realização do concurso e, também por esse motivo, exigia que tudo fosse esclarecido sobre os problemas encontrados na realização das provas. O presidente relembrou que foi uma das pessoas a discordar da realização do concurso em apenas um dia, já que quase 300 mil pessoas iriam disputar as mais de 10 mil vagas.
De Vitto e Taisir foram acometidos por variadas e incisivas perguntas, e Riva solicitou que diversos documentos sejam encaminhados para a Casa, com objetivo de serem estudados pelos parlamentares.
Ao secretário, Riva solicitou cópias de estudo técnico que mostre necessidade do número de vagas abertas, parecer da Câmara Fiscal aprovando esse número, propostas das outras instituições que concorreram com a Unemat na realização do certame e outros.
Segundo De Vitto, a Universidade de Brasília e a Universidade Federal de Mato Grosso apresentaram propostas, a quais foram dispensadas em detrimento da Unemat pois uma delas chegava a custar o dobro do preço. O regime de contratação da instituição foi realizada por dispensa de licitação.
Fonte: OlharDireto
><>Comentários meus, João Bosquo: Eu e meu Peixe já estamos achando que o concurso, o megaconcurso já melou de vez. A cada questionamento uma resposta destravessada, sem sentido.
Essa questão do preço, por exemplo, mostra que o secretário não está qualificado (ou não tem assessoria qualificada suficientemente) para avaliar o que era melhor para o Estado. Se contratou a Unemat por questão de preço, porque a outra cobrou o dobro, pois está sendo o dobro que o Estado está pagando pelo erro de ter optado pela Unemat.
O secretário De Vitto vai dizer que quem vai custear com o concurso cancelado é a própria Unemat. Sim, e quem custea a Unemat? Não somos nós, contribuintes que pagamos as contas de luz, telefone, nas quais estão embutidos o ICMS mais caro do Brasil?
Se a Cespe, da UnB, foi consultada e dispunha a fazer o concurso, por que razão não foi contratada? O preço? E o ‘preço’ da credibilidade que o governo está pagando, o qual vale mais?
Os deputados devem ir a fundo nessa questão, mesmo que o resultado seja o adiamento, para o próximo governo. Claro, se for Wilson Santos o mesmo só fará no final do mandato, se for Silval Barbosa, talvez – talvez, muito talvez – no início do governo. Mas é melhor que correr o risco de tentar fazer e haver novo cancelamento.
Mesmo porque tem a questão que não foi respondida pelo Ministério Público Estadual, que está apurando as possíveis fraudes, se houve ou não sabotagem?












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